sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Depois ela permanece deitada, aninhada contra mim, o cabelo me fazendo cócegas no rosto. Eu a acaricio ligeiramente, gravando seu corpo na memória. Quero me derreter dentro dela, como manteiga numa torrada. Quero absorvê-la e andar por aí pelo resto dos meus dias com ela incrustada em minha pele.
Eu quero.
Fico deitado imóvel, saboreando a sensação do seu corpo contra o meu. Tenho medo de respirar e quebrar o encanto. 
Água para elefantes (Sara Gruen)

0 comentários: